Acredito cada vez mais que o futebol pode nos levar a caminhos muito interessantes e nos ensinar muita coisa. Vejam o que aconteceu comigo.
Sou fã do jogo FIFA, da EA Sports. Estava jogando a versão 2009. Como gosto de jogar todos os campeonatos e tinha ficado curioso com relação à possibilidade de controlar um só jogador, em vez de todo o time, no modo conhecido como “Be a pro” (seja um profissional, em tradução literária), decidi sortear.
Primeiro, o país. São cerca de 20 para se escolher. Deu Áustria. Tinha duas opções para sortear agora: Copa da Áustria ou Campeonato Austríaco. O segundo ganhou. O novo sorteio seria entre os dez times da 1ª Divisão do país. Saiu para mim Rapid Viena. Agora me restava apenas escolher, claro que por meio de sorteio, o jogador que iria controlar. Pronto. Eu era, a partir daquele momento, o atacante austríaco Stefan Maierhofer, 27 anos.
O acaso me levou a este jogador. Curioso como sempre, aliás, papel importante para um jornalista, resolvi pesquisar mais sobre “mim” no site oficial do Rapid Viena. Dirigi-me ao elenco do Rapid. Vi que os jogadores respondem a um questionário diverso, na página de cada um. Uma delas me chamou bastante atenção: “O que passa na sua cabeça quando os torcedores do Rapid Viena não param de aplaudir nos últimos quinze minutos?”
Nem me lembro da resposta do meu atacante do FIFA 2009. Somente esta pergunta me foi suficiente para começar a procurar a razão desse comportamento tão esquisito. É claro que haveria uma explicação lógica para aquilo.
E é óbvio também que havia um fator que poderia ter desanimado meu ímpeto jornalístico. A língua falada na Áustria é o alemão. Sorte minha que o site do Rapid Viena tem versão em inglês. Mas, quer saber? Mesmo em alemão, eu continuaria procurando.
Passei, como já deveria esperar, por diversos sites em língua germânica. Mas até que achei a grafia simpática (mentira). O fato mais importante é que tive sucesso na empreitada. Descobri o motivo daqueles “bateres” de palmas nos últimos quinze minutos em todas as partidas em que o Rapid é o mandante.
Mas não vou dizer a vocês. Ainda. Terão de esperar o lançamento do site da Revista Digital Sem Fronteiras, em breve. Darei uma pista somente: tem muito a ver com a Segunda Guerra Mundial. E com a Alemanha. Quem é capaz de chutar? Quem poderá chegar perto? Façam suas apostas, deem seus palpites.
Matheus Laboissière
Editor de Política e redator de Esportes e Economia






