Novas fronteiras para “desbravar”

A arte de ludibriar a população ultrapassa o cenário político nacional

A quarta-feira do dia 26/08/09 foi um dia importante para a política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O plenário do NOBRE Senado Federal deu notável passo rumo à abertura de fronteiras importantes para nossos interesses nacionais.

Brian Michael Fraser Neele, ex-embaixador de Honduras, foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal como embaixador de Antígua e Barbuda, no Caribe. Neele é o primeiro embaixador brasileiro naquele país, cuja embaixada foi aberta em fevereiro deste ano.

Porém, Antígua e Barbuda não está sozinha nessa. A Líbia, na África, também será premiada com uma embaixada brasileira, assim como Malta, na Europa. Não podemos esquecer de países importantes para a política exterior brasileira, os quais também ganharão um “predinho” do governo brasileiro: um dos países mais pobres do mundo, Bangladesh, na Ásia, os caribenhos São Vicente e Granadinas, Dominica e São Cristóvão e Neves, e sabem mais quantos países? Exatas 85 nações, além das citadas anteriormente. É isso mesmo! O Brasil custeia 92 embaixadas em países com o nosso dinheiro!

Vista aérea do porto de Antígua e Barbuda, o único do país

Vista aérea do porto de Antígua e Barbuda, o único do país

É evidente que as embaixadas são um meio diplomático importante nas relações internacionais. Está corretíssimo que o Brasil fique mais perto de Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal, Alemanha, Argentina e outras dezenas de países espalhados pelos cinco continentes.

O que critico na política externa do governo Lula é quando ela trilha caminhos rumo a países que certamente têm pouco a nos oferecer. A título de ilustração, vamos conhecer um pouco mais de Antígua e Barbuda, país que mais me instigou.

Antígua e Barbuda, Caribe

Três ilhas formam o território: Antígua, com 280 km², Barbuda, com 161 km² e Redonda, com incríveis 1,5 km²! Detalhe para a Ilha de Redonda, que é desabitada. O país possui uma “vasta” população, meros 84.552 habitantes, dados de 2008.

A economia é basicamente constituída de turismo, o maior contribuinte para o PIB (Produto Interno Bruto) do país. A agricultura e a pesca caíram de 40% do PIB em 1960 para 12% das somas das riquezas do país atualmente. O PIB, hoje, é de 1,527 bilhão de dólares. A título de comparação, o PIB brasileiro, em 2008, era de 1,981 trilhão, pouco mais de mil vezes superior! Do Brasil, hein?

Ainda tem mais! As indústrias transformadoras, que prosperaram na década de 1980, são orientadas para a exportação e produção de peças de vestuário, pintura, mobiliário, roupa de cama e chapas galvanizadas. Esta última frase foi retirada do site oficial do governo de Antígua e Barbuda.

Talvez o ministro Celso Amorim e a Comissão de Relações Exteriores, repito, do NOBRE Senado Federal tenham escolhido erguer um “predinho” em Antígua e Barbuda por causa das roupas de cama e do mobiliário, produtos escassos para a população pobre de nosso país. Talvez os produtos antiguanos sejam tão nobres quanto o nosso Senado Federal!

Mapa de Antígua e Barbuda, destacando as duas ilhas principais: Antígua e Barbuda

Mapa de Antígua e Barbuda, destacando as duas ilhas principais: Antígua e Barbuda

Outra embaixada, de Barbados, na América Central, tem jurisdição, ou seja, área de atuação, em outros países. Sabem quais? Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Barbados, Anguilla, Ilhas Virgens Britânicas e Montserrat. Aposto que você, caro internauta, lembra do começo deste texto. Quais serão as novas embaixadas abertas pelo governo brasileiro?

Portanto, se a embaixada de Barbados tem jurisdição em Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, por que abrir embaixadas nos referidos países? Não quero nem mencionar (mencionando) que a abertura dessas embaixadas é para cabide de empregos!

Em breve, a Revista Digital Sem Fronteiras passará um pente fino a fim de descobrir mais países exóticos com que o nosso Brasil deseja manter relações “diplomáticas” para ambas as partes. E verificar se há (ou não) mais benesses do que malefícios para a população nessas relações.

Matheus Laboissière

Editor de Política e redator de Economia e Esportes

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