A era da genética

Vivemos a era da genética. Mas o que determina isso? Como sabemos que estamos vivendo tal fase? Para entendermos tal afirmação é preciso voltar no tempo e fazer uma comparação com o século passado.

Quando Albert Einstein publica no ano de 1905 a “famosa” Teoria da Relatividade Restrita, dava-se o início à era da física. Na primeira metade do século surgiram outras ideias. As velhas teorias ganharam novas reformulações e contribuições de físicos como Oskar Klein e Theodor Kaluza.

Já na segunda metade do século XX, é dada a largada para a corrida espacial, para a conquista da Lua. Enquanto isso, físicos como Stephen Hawking e Alan Guth iam mais longe, ao estudo de galáxias e buracos-negros.

Certamente esta foi uma fase de encantamento para os cientistas e para o mundo, que acompanhava maravilhado as novas descobertas, as imagens feitas pelos telescópios modernos, que desvaneceu com a virada do milênio.

 As pessoas deixaram de olhar para o espaço e para as explicações da física e voltaram a atenção para algo mais próximo, dentro de si, para o próprio organismo – para os genes especificamente.    

Hoje qualquer “desculpa” passa a ser justificada – tudo é genético.  Será mesmo?

O Projeto Genoma Humano promete, além de decifrar o código genético, descobrir  as origens de várias doenças e a pré-disposição a elas.  Mas a variedade de respostas que as pesquisas trouxeram vão muito além.

O livro do zoólogo Richard Dawkins, “O Gene Egoísta”, publicado em 1976, impulsionou muitos cientistas para a exploração genética.

O gene passa, agora, a determinar não só características de ordem fisiológicas, mas também psíquicas, que se manifestam nas formas de comportamento e personalidade.

As vantagens de ter todo o seu genoma decifrado são inúmeras, mas alguns ‘futurólogos’ e pessimistas temem a possibilidade de exploração inescrupulosa por parte das grandes empresas, insinuando um critério de seleção com base no exame do código genético dos candidatos.

Mas não há motivos para pânico, ainda. Contra isso, já existem conselhos de bioética a preservar a privacidade de quem necessitar ter o genoma decifrado, a fim de evitar casos como a suposição acima.

É nessa nova era que teremos à disposição um novo método para compreender melhor o Homem, porém atentos às boas e às más intenções. E isso você confere na seção de Ciência e Tecnologia da Revista Digital Sem Fronteiras, que estreia em breve.

Cassio Teles – editor de Ciência e Tecnologia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s