Nos apaixonamos pela Sessão da Tarde graças a ele

hughes O moço com cara de nerd da foto morreu na última quinta-feira, dia 6, aos 59 anos, de infarto. Era diretor de cinema. Criou para duas gerações a aura da Sessão da Tarde – para nós, brasileiros –, com seus filmes. Boa parte deles realizados nos anos de 1980.

Até aqueles que não nasceram nessa década (oito dos dez membros desta futura revista são filhos dos anos 1990) foram influenciados pelos filmes de John Hughes.  O estilo do jovem descolado, sempre de bem com a vida, pouco preocupado, retratado por Hughes era  um irresponsável adorável, que imprimia uma nova forma de rebeldia àqueles que saíram de períodos tensos e intensos para os EUA e para o Brasil: a Guerra do Vietnã por lá e o fim do período militar por aqui.  A rebeldia não era mais pegar em armas, ir a passeatas ou lutar para mudar o mundo. O rebelde captado por Hughes era malandro, fora de padrões. Queria curtir a vida. Fugir de clichês sociais.

curtindoavida01O ícone desse estilo fanfarrão, com as energias direcionadas para a autosatisfação, foi Ferris Bueller, interpretado por Matthew Broderick em Curtindo a vida adoidado, de 1986, nesta cena antológica ao som de Twist and shout, dos Beatles (foto acima). Outros clássicos juvenis do diretor: Clube dos cinco, com Emílio Estevez; o roteiro do primeiro Esqueceram de Mim; Gatinhas e Gatões, com a musa teen dos anos 80, Molly Ringwald.  Leiam esta breve biografia do diretor, encontrada no Cinema em Cena.

Hughes fora celebrado como filósofo, guru dos adolescentes, porque, mesmo com 36 anos à epoca de Curtindo a vida adoidado, teve alma e olhos para entender as dificuldades e alegrias da transição para a vida adulta. Lembrar John Hughes é entender o motivo pelo qual até hoje pensamos na Sessão da Tarde com tanto carinho, apesar de passar os mesmos filmes umas “cem vezes”.

Anderson Gonçalves

Cultura, Esportes, Opinião, Saúde e bem-estar

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2 Respostas para “Nos apaixonamos pela Sessão da Tarde graças a ele

  1. “Curtindo a vida adoidado” marcou a minha infância nos anos 80, esse diretor foi sensacional, uma pena que nem roteiro ele fazia mais ultimamente …… que vá em paz.

    • Ainda queremos ser Ferris Buller. E, com razão, né? Continue nos acompanhando. Bem bacana seu blog de memória esportiva. Não podemos nunca deixar de recordar para pensar no futuro. Abraços.

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