Rádio, xodó de muita gente

“Nosso helicóptero sobrevoa, neste momento, a Marginal Pinheiros. Para você que segue no sentido norte-sul, um acidente envolvendo dois carros e um caminhão no início da manhã ainda traz lentidão no quilômetro…”.

“O vídeo divulgado pela polícia mostra o momento em que o cativeiro usado pelos sequestradores foi encontrado. A porta da casa onde as vítimas eram feitas reféns pelos bandidos foi arrombada pelos policiais…”.

“Vamos saber como fica o tempo para a tarde de hoje, meu amigo, minha amiga ouvinte. Aqui em nossos estúdios, faz vinte graus agora, mas a previsão é a de que a temperatura vai cair bastante neste final de semana. Nada como um friozinho nesse dia dos namorados…”.

Crédito: Ian Hayhurst/Flickr

Crédito: Ian Hayhurst/Flickr

Ah, o rádio! Uma dos adjetivos mais falados por fãs desse importante veículo de comunicação para caracterizá-lo talvez seja “companheiro”. Nas rádios cujo sinal só ultrapassa os limites do município em que ela se encontra para atingir as cidades vizinhas, não é difícil escutar seus locutores saudando ouvintes que estão no trabalho ou a caminho dele, donas-de-casa que preparam o almoço da família, idosos reunidos na praça para jogar baralho, reclamar do governo e contar histórias do passado. Os ouvintes têm nome, profissão e bairro onde moram – tudo isso anunciado pelo apresentador do programa.

Para os integrantes do projeto Sem Fronteiras, todos nascidos numa era em que as imagens já haviam superado o simples relato de um acontecimento, seja ele escrito ou falado, seria muito estranho – imagine! – ficar sabendo de tudo o que rola no mundo sem ter acesso às imagens dessas ocorrências. Embora algumas escassas fotografias e cinejornais acabassem chegando até nós, isso demorava semanas, meses para suceder.

Só havia duas opções mais “imediatas” para se informar: o jornal, que ainda não trazia fotos, e o rádio, no qual a informação poderia ser dada mais rapidamente. Mesmo assim, nada como, atualmente, ficar sabendo da explosão de um carro-bomba no Iraque cinco minutos depois do fato. Hoje sim, estando ou não no local do acontecimento, a equipe de uma emissora de radiodifusão tem como passar a informação em tempo real.

Antes de dormir, já deitado na cama, gosto de ficar ouvindo música no meu rádio-relógio durante alguns minutos. Outros gostam de acordar e, ainda de olhos fechados e com muita preguiça, acompanhar as primeiras notícias do dia em seu aparelho portátil.

Vários substitutos ao rádio tradicional foram surgindo – aparelho de som, CD player, MP3, MP4 etc. Depois da TV digital, uma das próximas inovações será o rádio digital. Além de melhor qualidade sonora do conteúdo transmitido e maior variedade na programação, já se projetam aparelhos com acesso à internet e às imagens do estúdio a partir do qual a transmissão está sendo feita.

Todas essas novidades só virão a colaborar para que o rádio se mantenha firme e forte na era digital. Portabilidade e linguagem que individualiza o ouvinte continuarão sendo os maiores pontos positivos para que o xodó de muita gente continue a ser considerado um grande “companheiro” do dia-a-dia de seus fãs.

Mateus dos Santos – Editor de Mídia em Foco

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