Cicatrizes abertas em pleno século XXI

Setenta anos de extremismos e feridas que permanecem vivas no seio de nações mundo afora

O ano: 1939. Vinte e três meses depois após o Plano Cohen, que decretou o Estado Novo Brasileiro, quando Getúlio Vargas tornou o regime do país uma ditadura movida pelos ideais fascistas, estoura a Segunda Guerra Mundial. A rápida invasão alemã à Polônia, denominada de blitzkrieg, faz com que o nacionalismo extremado alemão se espalhe pela Europa através da força, cenário não muito diferente do atual.

Falar que a Segunda Guerra Mundial está aí, viva em nosso cotidiano, pode soar exagero. Basta, porém, pensarmos no pós-guerra. A bipolarização  mundial leva à queda do socialismo real e a vitória do capitalismo e suas constantes crises. O nacionalismo ganha novo fôlego com presidentes como Morales (Bolívia), Correa (Equador) e Ortega (Nicarágua). A religião gera conflitos na Sérvia e revolução no Irã. As guerras-relâmpago retornam com os ataques estadunidenses ao Afeganistão e ao Iraque.

"Perigoso" palestino versus soldado israelense. Crédito: Arte por Arte

"Perigoso" palestino versus soldado israelense. Crédito: Arte por Arte

Os especialistas chamam os conflitos desencadeados com a Segunda Grande Guerra de Guerra Assimétrica, geralmente com origem civil, podendo se estender ao campo militar. E quantas são as chagas. Israel e Palestina, Coreias (do Sul vs do Norte) e Cuba, Irã & Cia contra os Estados Unidos. Poderia haver outros? Inúmeros. Mortos? Uma lista que vai além do holocausto. Renova-se a cada dia e reinicia ao suspiro de uma nova vítima.

E o Brasil?

Uma ditadura fascista; a expansão brasileira às luzes do nacionalismo de Vargas e JK, com o “Petróleo é Nosso” e “Cinquenta Anos em Cinco”; uma nova ditadura; a restrição às liberdades e às ideias e o faz-de-conta assistencialista de quem cala e algo recebe em troca. Heranças entregues ao povo brasileiro. E só este pode decidir o que fazer com elas. Jogar fora: impossível. Tratar e aprender com as cicatrizes: uma alternativa viável.

Uma terceira guerra

O mundo consome os erros de um conflito histórico. Cabe a ele decidir se dará fim aos frutos de uma Segunda Insana Guerra Mundial ou se ela terminará para sempre no gérmen de uma outra, possivelmente maior que a última.

Lucas Fernandes

Economia, Educação, Painel e Política

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2 Respostas para “Cicatrizes abertas em pleno século XXI

  1. Acredito que ainda estamos longe de um grande conflito mundial. Acho que este tipo de conflito global vai ocorrer quando as reservas naturais e minerais do planeta estiverem acabando. Os países que tiverem mais reservas serão os grande alvos de quem já gastou a sua. Abraços.

    • Guilherme, uma terceira guerra pode vir muito antes que as reservas findem ou cheguem a um nível mínimo. Ele pode vir por questões como a mudança gradual do eixo de poder, com a recuperação do Oriente no final da última década e durante esta, ou ainda, pela reorganização dos centros de tecnologia e dos mercados mundiais. Mas, sua ponderação é mais que pertinente. Não à toa, o Brasil começou a se armar, prevendo possíveis disputas por recursos naturais e minerais.

      Grande abraço.

      Lucas Fernandes

      Economia, Educação, Painel e Política.

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