A Bolsa sobe. E o “Quico”?

Um "tesouro" está associado ao comportamento destes números. Crédito: Eduardo Piva/Flickr

Um "tesouro" está associado ao comportamento destes números. Crédito: Eduardo Piva/Flickr

Do seriado mais visto da TV Brasileira, “Chaves”, vem um modelo de sucesso entre crianças ou senhores de paletó e gravata: a adivinhação. Sendo assim, como chama o período de queda da produção que combina desemprego e leva à deflação? Para não quebrar a rima: recessão. Um fantasma que assombrou as economias, Brasil e mundo afora.

O retrato da crise foi a Ibovespa, índice das 58 empresas mais bem cotadas da Bolsa de Valores de São Paulo. Ela chegou a um patamar abaixo de 29500 pontos. O que isso significa? Cada ponto vale R$ 0,20, ou seja, 5900 reais de rentabilidade. Preocupante, uma vez que a baixa rentabilidade leva o investidor a aplicar seu dinheiro em fundos de renda fixa, como a poupança.

Sem investimento, o mercado freia a produção, o que leva a uma onda de desemprego e acarreta o assassinato de inúmeros porquinhos ao fim do ano. Em países como o Brasil, o importante é conter a inflação, não passando a conta dos produtos básicos, como os alimentos, ao consumidor. E o preço final disso é simples: filas em forma de caracol e brasileiros aflitos em busca de emprego.

E o “Quico”? Ah! Com o Ibovespa em alta, os investimentos voltam, mesmo que discretamente. Os empregos ressurgem de mansinho, e o fantasma da recessão vai embora. O que permanecem são os 14 meses de aluguel atrasados e otras cositas más que, infelizmente, acompanham o reaquecimento da economia. Levanta, porém, a cabeça e nada de choro, tá legal?

Lucas Fernandes.

Economia, Educação, Painel e Política.

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5 Respostas para “A Bolsa sobe. E o “Quico”?

  1. O mundo todo tem sofrido economicamente, mas mesmo que aqui a crise passe meio que despercebida (é que estamos acostumados mesmo a sobreviver), nunca se roubou tanto em caixas eletronicos, cheques, cheques sem fundo, etc… é o naufrágio!

    • Sissym, de fato, os brasileiros já estão acostumados com a palavra crise. Elas foram sistêmicas e se intensificaram pós-milagre econômico. E quanto às taxas bancárias, a crise também deixou sua contribuição: aumento das taxas, cada vez mais abusivas. Mesmo com o retorno do crescimento econômico, não creio que diminuam, ao menos que nos mexamos para transformar a dura realidade bancária.

      Obrigado pelo comentário e continue nos acompanhando.

      Lucas Fernandes

      Economia, Educação, Painel e Política

  2. Por motivos pessoais precisei ano passado pagar o CC parcelado, as taxas…. precisei parar tudo. Acredite que uma dívida de R$2mil virou R$ 23mil em menos de 1 ano?!?! O próprio Procon disse para eu não pagar nada e esperar a oferta da Adm.. O meu nome foi para o ralo, mas não a honra. Bjs

  3. Olá, Lucas!

    Essa é uma questão muito complicada, pois o que pode até ser bom para alguns, em contrapartida pode ser PÉSSIMO para outros, ou seja, a maioria do povo brasileiro. Sinceramente, não tenho visto nenhuma melhora na condição social de muitas pessoas que conheço. E as taxas de tudo o que se pode imaginar são mesmo “pra lá” de abusivas. Onde vamos parar?

    Olha, mudando de assunto, passei aqui pra te contar que coloquei uma citação sua no post mais recente do meu blog. Passa lá pra ver quando puder, tá bom? O endereço é: http://deixafluir1.blogspot.com/

    Abraços pra vc e até breve!

    • Concordo contigo que as taxas continuam abusivas e tendem a piorar. Mas, é fato que a economia vem reaquecendo e que 32 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C. O grande problema é que a economia ressurge das cinzas da crise, atrelada aos velhos problemas que inibem os ganhos, amortizados por contas e juros galopantes.

      Abraços.

      Lucas Fernandes.
      Economia, Educação, Painel e Política.

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