Realismo otimista

O Brasil não precisa ter tanto medo de Parker. Sua maior conquista, Eva Longoria, não tem nada a ver com o basquete. Crédito: nicogenin/Flickr

O Brasil não precisa ter tanto medo de Parker. Sua maior conquista, Eva Longoria, é alheia ao basquete. Crédito: nicogenin/Flickr

A Seleção Brasileira de Basquete já pode fixar um objetivo para o Mundial de 2010, que será disputado na Turquia: a medalha de bronze. Acompanhei algumas partidas da Copa América e do EuroBasket, de onde poderiam surgir os desafiantes dos Estados Unidos (se você acreditar nessa possibilidade, é claro), e as considerações são razoavelmente otimistas.

Seleções como Grécia, Sérvia, Eslovênia, Turquia e Rússia (que não se classificou, mas deve ser convidada pela FIBA) parecem estar poucos degraus acima do Brasil. Outros conjuntos vivem muito mais de estrelas individuais do que do jogo coletivo. É, por exemplo, o caso da França, excessivamente dependente do armador Tony Parker.

Está claro que é surreal crer em vitórias diante dos prováveis quintetos de Estados Unidos (Paul, Wade, Bryant, James e Howard), Espanha (Ricky Rubio, Navarro, Rudy Fernández, Garbajosa e Pau Gasol) e Argentina (Prigioni, Ginóbili, Delfino, Nocioni e Scola). Entretanto, contra todas as outras seleções, o Brasil tem alguma chance. Bastaria, então, manter Moncho Monsalve e ter força de vontade e fé suficientes para jogar até o que não sabemos e esperar por um confronto precoce entre os favoritos.

A crença no bronze está atrelada à presença de Nenê, seguramente um dos dez melhores pivôs do mundo. Ao lado de Thiago Splitter (opção de banco) e Anderson Varejão, o gigante dos Denver Nuggets formaria um garrafão muito respeitável. Além disso, não é absurdo esperar por grandes performances de Huertas, Leandrinho e Alex. Como diriam nossos colegas hispano-americanos, “Si, se puede”.

Daniel Leite – Educação e Esportes

Anúncios

2 Respostas para “Realismo otimista

  1. Meta mais do que possível, sim, Daniel. O Brasil conseguiu formar uma equipe muito consistente para a Copa América, que deve ser mantida. Também gosto muito do Marcelinho Machado. Mesmo discreto, ele é muito regular. E ainda é ótima opção para a linha de três pontos.

    Você observou bem: poucas seleções têm um conjunto tão forte quanto o do Brasil. A Alemanha, por exemplo, que bateu o Brasil no qualifying para as Olimpíadas, é totalmente dependente do Dirk Nowitzk, por exemplo. Ou seja, dá pra bater os caras com a força do conjunto.

  2. Tenho visão semelhante à sua sobre o Marcelinho Machado, Breiller. Só penso que ele não pode ser (e não deveria ter sido por tanto tempo) tratado como a estrela do time. Se for reserva, uma espécie de “role player”, acaba sendo mesmo muito útil nos arremessos para três pontos.

    Também acredito que o Brasil tenha plenas condições de derrotar seleções como a Alemanha. Contra os franceses, aproveitando a menção no texto, seria um pouco mais complicado. Eles são, sim, muito dependentes de Parker. Há, entretanto, alguns outros nomes interessantes, como Mickael Pietrus, Ronny Turiaf e Boris Diaw. Mas, como sugeri, uma vitória sobre os franceses não deixaria de ser bem possível.

    Grande abraço!

    Daniel Leite – Educação e Esportes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s