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Só vemos aquilo que queremos

O atacante do Galo só comemora gols como se estivesse atirando em alguém

O atacante do Galo só comemora gols como se estivesse atirando em alguém

O rapaz ao lado anda fazendo a alegria dos torcedores do Clube Atlético Mineiro. É um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro, com 14 gols marcados. É um ídolo da massa alvinegra, carente de um grande nome nos últimos tempos. Aí é que está.

Longe de ter qualquer pensamento politicamente chato, extremista, carola, há um problema na comemoração de Diego Tardelli. Ela banaliza o ato fatal e cruel de atirar contra alguém. Toda vez que balança as redes, ele “saca” os dedos e dispara na torcida, nos colegas, nos adversários. O ato, em si, obviamente  que não fere algúem fisicamente. Mas a empatia que os ídolos de massa provocam faz parte da construção da identidade de um jovem, por exemplo. Daí o perigo de investir nesse tipo de exemplo.

A comemoração bélica seria quase na mesma proporção daqueles jogos de videogame em que se mata  pelo prazer de destruir um inimigo que não tem o menor valor para o jogador. É apenas mais um obstáculo. Porém, como o clube está bem, o jogador agrada a todos, não vemos que seu ato pode ter resultado maléfico a longo prazo. O tipo de comemoração de Tardelli é só um dos milhares de exemplos para os quais fazemos questão de não dar bola por pensarmos ser “careta demais” ficar podando a expressão do outro.

O mesmo pode acontecer com o esporte. Neste caso,  com o mais amado e copiado deles: o futebol. Não sou contra comemorações efusivas e alegres dos nossos craques, pois fazem parte do espetáculo. Houve época em quem os gols eram coreografias ensaiadas. Viola e Paulo Nunes fizeram época na disputa do mais irreverente. Todos adoravam. Prova, mais uma vez, do poder de influência na vida do brasileiro.

Com tantos assessores para tudo nos clubes, poderiam orientar seus craques a pensarem bem na forma de se expressar após um gol, pois mesmo sendo péssimos com palavras, seus atos podem ter muita força na mente da meninada, notadamente o público mais de absorção de comportamentos dos adultos por estarem em desenvolvimento.

Até o fim da adolescência,  os adultos são modelo para os jovens. O que fazemos é copiado sem a menor cerimônia. Portanto, que continuem as comemorações engraçadas, animadas, eufóricas.  As bélicas, não. Já temos exemplos reais demais para ficarmos brincando de bang-bang.

Anderson Gonçalves

Esportes, Cultura, Saúde e bem-estar

Credenciais traduzidas em lágrimas

Um choro compartilhado com outros tantos milhões Brasil afora. Crédito: Reuters.

Um choro compartilhado com outros tantos milhões Brasil afora. Crédito: Reuters.

Os olhos bastaram nesta tarde de 02 de outubro. Vermelhidão, lágrimas e o cintilar orgulhoso daqueles que venceram na vida. Da infância pobre em Garanhuns, hoje Caetés, localizada no Planalto da Borborema, para outro Planalto: no coração do Brasil e de 81% de brasileiros que se declaram satisfeitos com o governo Lula, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

O sorriso largo lembra o de um menino em êxtase com o anúncio de um presente que de fato veio: as Olimpíadas Rio 2016.  A  escolha em Copenhague não deixa dúvidas. Espalha energia pelos quatro cantos do país. Contagia multidões. Faz do simples torneiro mecânico símbolo de um Brasil cada vez mais próximo de seu presidente e um presidente cada vez mais próximo de um retorno triunfal.

Copa do Mundo Brasil 2014 e Olimpíadas Rio 2016. Duas credenciais tentadas por muitos. Conseguidas apenas por Lula. O que era o sonho de milhões de brasileiros se tornou realidade, em uma década em que o Brasil se vê como Brasil. Sem a vergonha de expor suas limitações e com vontade de mudar a realidade de multidões por meio do esporte.

Aos que não acreditam em mudanças profundas com a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixem que o tempo lhes mostrem o contrário. Aos que já acreditam na construção de vias e hospitais, investimentos maciços de infra-estrutura esportiva e na formação de atletas, capacitação de estudantes aptos em outras línguas…  observem Lula como a figurinha que não pode faltar ao álbum.

O Redentor, ao pés do Olimpo Tupiniquim: o Pão de Açúcar. Crédito: Rio 2016.

O Redentor, ao pés do Olimpo Tupiniquim: o Pão de Açúcar. Crédito: Rio 2016.

Em 2014, olhar para o passado recente poderá emocionar quem um dia acordará de um sonho olímpico para o Olimpo Tupiniquim – o Pão de Açúcar –, a abençoar sob os pés do Redentor uma nação popular. Nação que em 2014 poderá receber Lula de braços abertos por mais quatro anos. Poderá fazer o homem simples chorar de novo. Credenciais não faltam. Resta pesá-las contra os erros e aguardar até lá. Não é isso, “companheiro”?

Lucas Fernandes

Economia, Educação, Painel e Política

Três dias e nada mais

Ricos consomem em 72 horas, o que pobres levam um ano para gastar

Assim dá para entender a distribuição de renda no Brasil, não é mesmo? Crédito: DreamsTime

Assim dá para entender a distribuição de renda no Brasil, não é mesmo? Crédito: DreamsTime.

Os dados não deixam mentir. A análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, de 2008, traça um perigoso raio-X da distribuição de renda no Brasil. Os ricos, que representam 1% da população, gastam em três dias o que as classes  D e E levam um ano para consumir.

A classe A, seleto grupo de 1,9 milhão de pessoas com renda média superior a 20 salários mínimos/mês emprega, em 72 horas, o equivalente ao que 27,7 milhões de brasileiros, com renda entre um e três salários mínimos/mês, leva 365 dias para gastar. É o que aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea. E é o que o consumidor que visita os mercados, padarias e sacolões de todo país já sabe na prática.

“Apesar de estar registrando desde 2001 queda da desigualdade social num ritmo realmente bom, o Brasil ainda é um monumento à desigualdade”, afirma o pesquisador do Ipea Sergei Soares. O que aborda o integrante do instituto é também constatado pela Fundação Getúlio Vargas. Cerca de 31,9 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C, devido a programas assistencialistas como o Bolsa Família.

O grande problema que se esconde por trás deles é a escassez de políticas geradoras de renda. Sem empregos, o cidadão recebe a bolsa e faz de tudo para mantê-la, onerando os cofres públicos, inflando o bolso do cidadão – cansado de pagar altos impostos – e estendendo a questão para outras administrações.

O que fazer?

Fernando Haddad "clama" por uma educação de qualidade. Crédito: Agência Brasil.

Fernando Haddad "clama" por uma educação de qualidade. Crédito: Agência Brasil.

Não é receita de bolo, nem discurso de político. Uma constatação apenas: sem educação, não há evolução. “Para acelerar esse processo é necessário que façamos mais do que apenas olhar as coisas positivas que têm sido feitas. O indicado é que o país atue de forma a melhorar o sistema educacional e a reduzir a informalidade”, lembra Sergei.

Na prática, a informalidade cai. O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, revela que 4,05 milhões de brasileiros saíram da informalidade. O problema é que apenas 5,32 milhões de cidadãos possuem o ensino superior. Menos de 4% da população total do país. E quem possui esse diploma no Brasil ganha, em média, o dobro de um trabalhador com o ensino médio.

Alguém ainda duvida que o país só caminhará quando setores como a Ciência e Tecnologia, além da Educação e Cultura, tiverem melhores orçamentos e a atenção do governo?

Lucas Fernandes

Economia, Educação, Painel e Política

Fontes: Agência Brasil, FGV e  OCDE.

Realismo otimista

O Brasil não precisa ter tanto medo de Parker. Sua maior conquista, Eva Longoria, não tem nada a ver com o basquete. Crédito: nicogenin/Flickr

O Brasil não precisa ter tanto medo de Parker. Sua maior conquista, Eva Longoria, é alheia ao basquete. Crédito: nicogenin/Flickr

A Seleção Brasileira de Basquete já pode fixar um objetivo para o Mundial de 2010, que será disputado na Turquia: a medalha de bronze. Acompanhei algumas partidas da Copa América e do EuroBasket, de onde poderiam surgir os desafiantes dos Estados Unidos (se você acreditar nessa possibilidade, é claro), e as considerações são razoavelmente otimistas.

Seleções como Grécia, Sérvia, Eslovênia, Turquia e Rússia (que não se classificou, mas deve ser convidada pela FIBA) parecem estar poucos degraus acima do Brasil. Outros conjuntos vivem muito mais de estrelas individuais do que do jogo coletivo. É, por exemplo, o caso da França, excessivamente dependente do armador Tony Parker.

Está claro que é surreal crer em vitórias diante dos prováveis quintetos de Estados Unidos (Paul, Wade, Bryant, James e Howard), Espanha (Ricky Rubio, Navarro, Rudy Fernández, Garbajosa e Pau Gasol) e Argentina (Prigioni, Ginóbili, Delfino, Nocioni e Scola). Entretanto, contra todas as outras seleções, o Brasil tem alguma chance. Bastaria, então, manter Moncho Monsalve e ter força de vontade e fé suficientes para jogar até o que não sabemos e esperar por um confronto precoce entre os favoritos.

A crença no bronze está atrelada à presença de Nenê, seguramente um dos dez melhores pivôs do mundo. Ao lado de Thiago Splitter (opção de banco) e Anderson Varejão, o gigante dos Denver Nuggets formaria um garrafão muito respeitável. Além disso, não é absurdo esperar por grandes performances de Huertas, Leandrinho e Alex. Como diriam nossos colegas hispano-americanos, “Si, se puede”.

Daniel Leite – Educação e Esportes

Cicatrizes abertas em pleno século XXI

Setenta anos de extremismos e feridas que permanecem vivas no seio de nações mundo afora

O ano: 1939. Vinte e três meses depois após o Plano Cohen, que decretou o Estado Novo Brasileiro, quando Getúlio Vargas tornou o regime do país uma ditadura movida pelos ideais fascistas, estoura a Segunda Guerra Mundial. A rápida invasão alemã à Polônia, denominada de blitzkrieg, faz com que o nacionalismo extremado alemão se espalhe pela Europa através da força, cenário não muito diferente do atual.

Falar que a Segunda Guerra Mundial está aí, viva em nosso cotidiano, pode soar exagero. Basta, porém, pensarmos no pós-guerra. A bipolarização  mundial leva à queda do socialismo real e a vitória do capitalismo e suas constantes crises. O nacionalismo ganha novo fôlego com presidentes como Morales (Bolívia), Correa (Equador) e Ortega (Nicarágua). A religião gera conflitos na Sérvia e revolução no Irã. As guerras-relâmpago retornam com os ataques estadunidenses ao Afeganistão e ao Iraque.

"Perigoso" palestino versus soldado israelense. Crédito: Arte por Arte

"Perigoso" palestino versus soldado israelense. Crédito: Arte por Arte

Os especialistas chamam os conflitos desencadeados com a Segunda Grande Guerra de Guerra Assimétrica, geralmente com origem civil, podendo se estender ao campo militar. E quantas são as chagas. Israel e Palestina, Coreias (do Sul vs do Norte) e Cuba, Irã & Cia contra os Estados Unidos. Poderia haver outros? Inúmeros. Mortos? Uma lista que vai além do holocausto. Renova-se a cada dia e reinicia ao suspiro de uma nova vítima.

E o Brasil?

Uma ditadura fascista; a expansão brasileira às luzes do nacionalismo de Vargas e JK, com o “Petróleo é Nosso” e “Cinquenta Anos em Cinco”; uma nova ditadura; a restrição às liberdades e às ideias e o faz-de-conta assistencialista de quem cala e algo recebe em troca. Heranças entregues ao povo brasileiro. E só este pode decidir o que fazer com elas. Jogar fora: impossível. Tratar e aprender com as cicatrizes: uma alternativa viável.

Uma terceira guerra

O mundo consome os erros de um conflito histórico. Cabe a ele decidir se dará fim aos frutos de uma Segunda Insana Guerra Mundial ou se ela terminará para sempre no gérmen de uma outra, possivelmente maior que a última.

Lucas Fernandes

Economia, Educação, Painel e Política

Entusiasmo e obrigação

 

Em território inimigo, o Brasil venceu Porto Rico por emocionantes 61 a 60 e conquistou a Copa América de Basquete. A seleção comandada pelo espanhol Moncho Monsalve se classificou para o próximo Campeonato Mundial, que será disputado na Turquia em 2010, com muita facilidade (campeões, precisávamos apenas do quarto lugar para chegar lá). Nosso basquete deixou de ser aquela fábrica de ancilostomíase: não amarelamos mais! Afinal, vencer Porto Rico na casa deles era algo impensável para o nível de jogo despersonalizado que apresentávamos.

Entretanto, em termos técnicos, é preciso dizer que o Brasil tinha a obrigação de conquistar o torneio. Os Estados Unidos, campeões olímpicos e já no Mundial, não participaram da Copa América. Ainda bem. Ninguém gosta muito de disparidade no esporte. Sem os ianques, sobrou quem no continente? Ora, Argentina, Porto Rico e Brasil. E os três não estiveram completos.

Porto Rico não pôde contar com sua principal estrela. Os Dallas Mavericks, franquia da NBA, não liberaram o armador José Juan Barea, que era uma das poucas alternativas portorriquenhas para não precisar tanto dos arremessos de longe. O Brasil, por sua vez, teve de jogar sem Nenê, dos Denver Nuggets. O pivô é o jogador brasileiro em melhor fase, tendo sido um dos melhores grandalhões da temporada passada na NBA.

A questão é que Nenê, embora esteja muito bem, não fez tanta falta assim. A posição mais abastada no basquete brasileiro é justamente a de pivô. Anderson Varejão e Thiago Splitter são suficientemente bons para segurar qualquer bronca. O mesmo não se pode dizer dos desfalques daquela que seria, facilmente, a melhor seleção da Copa América caso estivesse completa.

A prova de que a Argentina é, depois dos Estados Unidos, a grande seleção do continente foi a comemoração de brasileiros e portorriquenhos após vitórias duríssimas diante de uma espécie de time B dos argentinos. Olhe só quem o treinador Sérgio Hernández não pôde chamar: Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Carlos Delfino e Fabricio Oberto. Dos grandíssimos nomes, sobrou o ala-pivô Luís Scola. Ele é tão bom, que foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da Copa América, mesmo com a terceira colocação argentina.

Aonde quero chegar com essa história? Meu objetivo, amigos, é deixar claro que o título brasileiro não diz tanta coisa como alguns sabichões proclamam. Foi um passo muito importante do começo da caminhada que nos levará de volta aos Jogos Olímpicos e aos grandes momentos. Só que o Brasil tem, no mínimo, a terceira melhor seleção do continente. Com os ianques fora e os argentinos aleijados, vencer a Copa América era obrigação. O que já é alguma coisa para quem não cumpria seu papel há tanto tempo.
O povo brasileiro adora campanhas. Deveria, pois, começar mais uma: “Fica, Moncho!”. Crédito: Cláudio Reis/Flickr.

O povo brasileiro adora campanhas. Deveria, pois, começar mais uma: “Fica, Moncho!”. Crédito: Cláudio Reis/Flickr.

Lembrete: com rivais desfalcados, o Brasil também ganhou a Copa América em 2005.

Crítica: A Confederação Brasileira de Basketball não pode deixar o espanhol Moncho Monsalve escapar. O trabalho de consciência defensiva que ele tem feito na seleção brasileira é muito importante. Agora, nosso conjunto não é formado por um bando de “peladeiros”. Por isso, seria interessante aumentar o salário do treinador, que ganha oito mil euros mensais e pode deixar o cargo.

Moncho fez o Brasil aprender que Marcelinho Machado não é um jogador fantástico. Tira o que pode de Marcelinho Huertas, nosso armador titular. Dá confiança a Leandrinho. Explora ao máximo a capacidade defensiva de Alex. Deixa suas torres gêmeas, Varejão e Splitter (ou Nenê), atuarem de forma que um não roube o espaço do outro. Moncho precisa ficar até quando puder.

Daniel Leite – Educação e Esportes

A Suíça da América

Tabaré Vásquez é o primeiro presidente de esquerda do Uruguai. Crédito: rxgranja/ Flickr

Tabaré Vázquez é o primeiro presidente de esquerda do Uruguai. Crédito: rxgranja/ Flickr

Há exatos 181 anos, o Brasil reconhecia a independência da antiga Província Cisplatina. A porção de terra a leste do Rio Uruguai, pouco maior do que o Acre, havia sido incorporada ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1821. Naquela época, a região enfrentava uma grande crise em virtude de conflitos entre caudilhos (líderes locais autoritários), e a anexação do território pelos luso-brasileiros se apresentava como uma boa solução.

 

Entretanto, como os cisplatinos falavam a língua espanhola e mantinham costumes diferentes dos nossos, surgiu em Montevidéu (cidade mais importante da antiga província e atual capital do Uruguai) uma corrente separatista. Após a declaração extra-oficial de independência em 1825 e alguma resistência do Império do Brasil, o país batizado de Uruguai transformava-se, de fato, em Estado Nacional aos 27 de agosto de 1828.

  

Hoje, a República Oriental do Uruguai tem 3,4 milhões de habitantes, a maioria de ascendência europeia. Desde 2005, o país é governado por Tabaré Vázquez, o primeiro presidente de esquerda da história da república, após longa alternância de blancos e colorados no poder. Quanto ao âmbito social, os indicadores do Uruguai obviamente não ocupam o mesmo patamar que os da Suíça, como pode sugerir o título.

  

Todavia, o fato de o território nacional ser pequeno facilita a promoção de políticas relativas a Educação. Assim, 96,7% dos uruguaios são alfabetizados, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da nação chega a 0,852 (considerado elevado), e a expectativa de vida é de 76,4 anos. Por tudo isso e pela notável assistência a seus idosos, o Uruguai ganhou o apelido de “Suíça da América”, esquecido nas últimas décadas. Agora, o presidente Tabaré Vázquez diz pretender “recuperar” a denominação.

 

 Ainda que presa ao passado, a alcunha talvez seja um exagero. O Chile, por exemplo, adota um modelo socioeconômico de grande sucesso, que lhe confere um IDH igual a 0,874 e uma expectativa de vida de 78,6 anos. Mesmo assim, o Uruguai, pela proximidade geográfica e a intersecção histórica em relação ao Brasil, é um exemplo bem sucedido de qualidade de vida. Quero dizer, se ainda não podemos imitar os suíços, imitemos ao menos os uruguaios.

  

Daniel Leite,

Educação e Esportes