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Credenciais traduzidas em lágrimas

Um choro compartilhado com outros tantos milhões Brasil afora. Crédito: Reuters.

Um choro compartilhado com outros tantos milhões Brasil afora. Crédito: Reuters.

Os olhos bastaram nesta tarde de 02 de outubro. Vermelhidão, lágrimas e o cintilar orgulhoso daqueles que venceram na vida. Da infância pobre em Garanhuns, hoje Caetés, localizada no Planalto da Borborema, para outro Planalto: no coração do Brasil e de 81% de brasileiros que se declaram satisfeitos com o governo Lula, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

O sorriso largo lembra o de um menino em êxtase com o anúncio de um presente que de fato veio: as Olimpíadas Rio 2016.  A  escolha em Copenhague não deixa dúvidas. Espalha energia pelos quatro cantos do país. Contagia multidões. Faz do simples torneiro mecânico símbolo de um Brasil cada vez mais próximo de seu presidente e um presidente cada vez mais próximo de um retorno triunfal.

Copa do Mundo Brasil 2014 e Olimpíadas Rio 2016. Duas credenciais tentadas por muitos. Conseguidas apenas por Lula. O que era o sonho de milhões de brasileiros se tornou realidade, em uma década em que o Brasil se vê como Brasil. Sem a vergonha de expor suas limitações e com vontade de mudar a realidade de multidões por meio do esporte.

Aos que não acreditam em mudanças profundas com a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixem que o tempo lhes mostrem o contrário. Aos que já acreditam na construção de vias e hospitais, investimentos maciços de infra-estrutura esportiva e na formação de atletas, capacitação de estudantes aptos em outras línguas…  observem Lula como a figurinha que não pode faltar ao álbum.

O Redentor, ao pés do Olimpo Tupiniquim: o Pão de Açúcar. Crédito: Rio 2016.

O Redentor, ao pés do Olimpo Tupiniquim: o Pão de Açúcar. Crédito: Rio 2016.

Em 2014, olhar para o passado recente poderá emocionar quem um dia acordará de um sonho olímpico para o Olimpo Tupiniquim – o Pão de Açúcar –, a abençoar sob os pés do Redentor uma nação popular. Nação que em 2014 poderá receber Lula de braços abertos por mais quatro anos. Poderá fazer o homem simples chorar de novo. Credenciais não faltam. Resta pesá-las contra os erros e aguardar até lá. Não é isso, “companheiro”?

Lucas Fernandes

Economia, Educação, Painel e Política