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Feriado mundial

China: sinuosa barreira entre "querer" e "poder". Crédito: Geyson Lenin/Flickr

China: sinuosa barreira entre "querer" e "poder". Crédito: Geyson Lenin/Flickr

Por força demográfica, hoje deveria ser feriado mundial. A primeiro de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamava a República Popular da China. Para tanto, foram necessários mais de 20 anos de Guerra Civil entre nacionalistas e comunistas. Tsé-Tung dizia que a vitória dos comunistas fez “o povo chinês se pôr de pé”.

Talvez para nunca mais sentar-se e ficar cansado de tantas restrições às liberdades individuais. Enquanto os nacionalistas do Kuomintang partiram para Taiwan a fim de formar uma espécie de “China capitalista”, a maior parte dos chineses teve de conviver com o Maoísmo. Economicamente aberto e politicamente fechado (especialmente por cultivar a República Unipartidária), o país regula seus cidadãos até hoje, ainda que em menor escala em relação a outros tempos.

Eu não aceitaria o fato de alguém determinar para onde devo ir e quantos filhos posso ter. Sociedades desenvolvidas são as auto-governáveis, as que se policiam através do próprio avanço mental, cultural e econômico. De todo jeito, desejo boa sorte aos chineses no aniversário de 60 anos da proclamação da República Popular e tento me desprender de minhas impressões pessoais. O Relativismo Cultural está aí para isso.

Daniel Leite – Educação e Esportes

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Você duvida do que lhe dizem sobre 11/9?

O mau cheiro da fumaça que emanou do World Trade Center resiste mesmo após oito anos. Crédito: Chuckmo/Flickr

O mau cheiro da fumaça que emanou do World Trade Center resiste mesmo após oito anos. Crédito: Chuckmo/Flickr

Amanhã, fazem aniversário os famigerados ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Mesmo após oito anos, ninguém consegue explicar muito bem por que tudo aconteceu. O que ocorreu, porém, todos sabem. A Al-Qaeda, sob a batuta do líder Osama bin Laden, organizou o sequestro de quatro aviões comerciais a fim de promover uma múltipla ofensiva contra os Estados Unidos. Dois se chocaram contra as torres do World Trade Center (Nova York), um atingiu o Pentágono (Washington, D.C.), e o outro, que chegaria ao Capitólio (Washington, D.C.), não alcançou o destino planejado pelos terroristas. Os atentados provocaram cerca de 3000 mortes.


Quem acompanhou o filme “Fahrenheit – 11 de Setembro”, de Michael Moore, sabe que foram levantadas suspeitas muito graves contra os Bush. A família do ex-presidente teria ligações estreitas com vários xeques árabes. Além disso, a sociedade em empresas da indústria bélica determinava que um eventual conflito poderia ser lucrativo aos negócios do clã.


Explico. A versão de Michael Moore dava conta de que George W. Bush precisava de um pretexto para inventar uma guerra (que, mais tarde, seria a do Iraque). Para tanto, teria disseminado o medo na população norte-americana. E isso incluiria, como o filme deixa subentendido, certo (e errado) “consentimento” aos ataques de 11 de setembro. A prova teria sido a passividade de Bush nas buscas a bin Laden. Ele demorou dois meses para começá-las!


Com a população amedrontada, Bush teria apoio geral em qualquer investida contra o “terrorismo”. O Iraque, por interesses e revanchismo, foi a vítima. Diante disso, as perguntas que faço são as seguintes: até que ponto vai a sua desconfiança? Você acredita que, por motivações pessoais, um grande líder pode agir contra sua própria nação? De fato, afirmar algo seria um tanto irresponsável. Mas especular é necessário para mover a História e as discussões em torno dela.


Daniel Leite – Educação e Esportes


O blog recorda a morte de um pioneiro

Estátua de Oliver Cromwell, em frente ao Palácio de Westminster (Londres). Crédito: Wikipédia

Estátua de Oliver Cromwell em frente ao Palácio de Westminster (Londres). Crédito: Wikipédia

Por malária ou envenenamento? Até hoje, não se sabe. É fato, porém, que o inglês Oliver Cromwell faleceu há exatos 351 anos. Motivos para envenená-lo não faltavam. Afinal, o sujeito foi o pioneiro na usurpação de uma monarquia absolutista europeia – neste caso, a inglesa. Com ideais parlamentares e puritanos, Cromwell aderiu ao exército somente aos 43 anos. Tempos depois, substituiu o conde de Essex no comando das tropas.

Seu antecessor era, acima de tudo, um pessimista. Ele dizia: “Se vencermos o rei cem vezes, ele ainda será o rei. Mas, se ele nos derrotar uma única vez, seremos enforcados”. Cromwell, entretanto, nunca ligou para isso. Após duas guerras civis, ele esteve à frente do processo de destituição da monarquia absolutista. Pela primeira vez na história inglesa, um monarca era julgado. Aos 30 de janeiro de 1649, o rei Carlos I foi decapitado. E logo a Inglaterra virava uma república parlamentarista.

Apesar de ser visto de uma forma positiva por muitos, Cromwell também errou. Alguns entusiastas irlandeses da monarquia ofereceram resistência às ações do militar. Ele, em reação, ordenou um massacre de 3500 pessoas na cidade de Drogheda, na atual República da Irlanda. Além disso, em 1653, o político dissolveu o parlamento e tornou-se um ditador, chamado Lorde Protector. Incomodando tanto nos acertos e insistindo tanto nos erros, Cromwell morreu em 1658 de modo ainda desconhecido.


Oliver foi sucedido por seu filho, Richard Cromwell. De pulso mais fraco, o novo Lorde Protector não aguentou mais do que oito meses no comando da política inglesa. Foi formado um outro parlamento, que decidiu pela volta da monarquia dos Stuart, de poder absoluto. Entretanto, este sistema de governo cairia ainda no século XVII, através da conhecida Revolução Gloriosa.

Por isso, Oliver Cromwell talvez seja um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento precoce do parque industrial inglês. Ele fez balançar o Antigo Regime na Inglaterra e, de forma indireta, aguçou os interesses que seriam expressos quatro décadas após a sua morte na Declaração dos Direitos dos Cidadãos (Bill of Rights). Burgueses, por exemplo, devem muito ao pioneirismo de Oliver Cromwell. Ele não foi o pai, mas, certamente, foi o bisavô da Revolução Industrial.

Daniel Leite  Editor de Educação e Esportes

Felicidade, missão e ambição

Fui convidado a planejar a editoria de Esportes da Revista Digital Sem Fronteiras em setembro do ano passado. A primeira sensação foi de felicidade, pois, naquele momento, tinha certeza de que estava a realizar um bom trabalho no blog futebolístico Por Dentro do Mundo da Bola. Após ser muito bem recebido por todos, dei-me conta de que tinha uma missão: fazer diferente. Não para me vangloriar, mas a fim de atender à proposta do site.

A informação precisa, a opinião sustentada por argumentos fortes e um certo nível de bom humor passaram a sustentar a minha ambição. Somadas à vontade de invadir um campo importantíssimo do Jornalismo, essas aspirações me motivaram a escrever também sobre Fatos Históricos e, por conseguinte, assumir a editoria de Educação.

Boa convivência com os colegas de trabalho (agora meus amigos), desejo de contribuir para levar o projeto à frente e uma intenção gigantesca de fazer um trabalho legal para você, futuro leitor Sem Fronteiras. Assim, defino minha trajetória até aqui.

Daniel Leite,

Editor de Educação e Esportes.

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Jornalisticamente Histórico

Os tradicionais veículos de comunicação são muito eficazes na transmissão de fatos. Eles ocorrem, e você fica sabendo. No entanto, o objetivo da Revista Digital Sem Fronteiras não é simplesmente revelar o que aconteceu, mas, sobretudo, por que aconteceu.

Por isso, há na editoria de Educação a coluna semanal Fatos Históricos. Sempre aos sábados, você terá à disposição um texto jornalístico que dará conta do passado, mas com olhos bem atentos ao presente. Fatos Históricos será uma coluna a contextualizar acontecimentos atuais e relembrar datas importantes. Será também um jeito simples de compreender fatos e satisfazer curiosidades.

Daniel Leite,

Editor de Educação e Esportes.

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EducAÇÃO

A pequenos passos, ou a pequenas manobras, conduzimos e levamos nossa singela embarcação até alcançarmos o monitor de você, leitor, de modo a navegar pelas ondas virtuais dessa rede mundial, desviando-se do simples senso comum para oferecer opiniões e informações que, por alguma razão em específico, possuem certa relevância.

Nossa editoria de Educação contará com três colunas semanais: teremos desde abordagens históricas de determinados acontecimentos, seja no plano nacional, ou mesmo internacional, até uma visão ampliada do campo da educação, que terá a missão de abordar seus múltiplos enfoques. Assim como apresentaremos um conteúdo jurídico dinâmico que possa auxiliar essa matéria a se tornar mais próxima de todos, e não apenas ao grupo de profissionais que atuam com ela.

Nossa tarefa não é levar notícias até os monitores, mas fazer com que ela possa ser útil de algum modo no cotidiano de cada leitor. Seria inócua aquela informação que se encerra em si e não acrescenta em nada. Pois a partir de agora, e com a cobrança que é permitida ao leitor nos fazer, nos lançamos na odisseia para tornar pragmática essa informação. Quem desejar vir conosco, que assim embarque.

Alex Lírio

Colunista de Educação

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